sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anemia

Anemia é uma condição na qual uma deficiência no tamanho ou número de eritrócitos, ou quantidade de hemoglobina que eles contêm, limita a troca de oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) entre o sangue e as células teciduais.

A anemia pode ter várias causas, mas a maioria delas ocorre por ausência de nutrientes necessários para a formação normal de eritrócitos, sendo chamadas de anemias nutricionais. Entre elas, as mais comuns são por deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.

Nesta postagem, eu irei focar na anemia ferropriva ou por deficiência de ferro, na medida em que se estima ser a responsável por cerca de 90% das anemias.

Este tipo de anemia acomete principalmente crianças menores de cinco anos e mulheres em idade fértil.

Entre os sinais da anemia ferropriva estão: palidez, fadiga, anorexia (falta de apetite), irritabilidade, apatia, diminuição da atenção, dificuldade no aprendizado, prejuízo no crescimento e no desempenho muscular, prejuízo na capacidade de manter a temperatura corporal na exposição ao frio.

As principais causas incluem:
- Ingestão insuficiente de alimentos fontes de ferro.
- Má absorção do ferro ingerido devido a problemas na alimentação, cirurgia gástrica, doença celíaca.
- Hemorragias por doenças gastrointestinais, acidentes traumáticos, cirurgias, fluxo menstrual excessivo, miomas.
- Perdas digestivas devido a parasitoses, úlceras, hemorróidas.
- Estados fisiológicos que apresentam necessidades de ferro aumentadas como gravidez, lactação e infância.

A meta para o tratamento adequado é investigar e compreender o estágio e a causa da anemia, sendo fundamental a avaliação por um profissional capacitado.

Um dos principais pontos na terapia nutricional é conhecer a quantidade de ferro da alimentação absorvível, na medida em que vários fatores influenciam a biodisponibilidade do ferro dietético.

Na dieta, o ferro pode ser encontrado em duas formas: ferro heme (cerca de 15% absorvível) e ferro não heme (varia entre 3 e 8%).

O ferro heme é encontrado nas carnes, peixes e aves e é melhor absorvido do que o ferro não heme, encontrado em ovos, grãos integrais ou enriquecidos, vegetais (principalmente os verdes-escuros e a beterraba) e leguminosas (feijões, ervilha, lentilha).

Saiba que a ingestão de alimentos ricos em vitamina C (abacaxi, acerola, bergamota, kiwi, laranja, limão, maracujá) ou proteínas aumenta a absorção do ferro não heme.

Por outro lado, a absorção do ferro não heme pode ser diminuída por alguns componentes da dieta como os taninos, presentes em chás e cafés, afetando assim a sua biodisponibilidade. Tomadas com as refeições, estas bebidas podem reduzir a absorção de ferro em até 50%.

Procure um médico para descobrir se o seu caso é leve, moderado ou grave e iniciar o tratamento correto. A anemia progressiva, não tratada, pode resultar em alterações cardiovasculares e respiratórias.

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