segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Evite a intoxicação alimentar no verão

Quem já teve, não esquece. Quem nunca teve, deve prevenir.

A intoxicação alimentar, bastante comum nessa época do ano, é uma doença infecciosa que acomete pessoas que tenham consumido alimento contaminado seja por parasitas, bactérias e fungos ou pelas toxinas produzidas por estes microorganismos. No entanto, as infecções bacterianas são responsáveis pela maioria dos casos de intoxicações alimentares.

Esses microorganismos podem contaminar os alimentos durante o processo de manipulação ou de preparo, sendo que as temperaturas mais elevadas do verão tornam a deterioração do alimento mais rápida ainda.

Tenha cuidado, pois na maioria das vezes a comida contaminada que provoca a intoxicação quase sempre tem a aparência, cheiro e gosto normais.

Os sintomas da intoxicação alimentar variam bastante e entre eles estão: dores de cabeça, cólicas, náuseas, vômitos, diarréia, mal estar e até febre.

Normalmente a intoxicação alimentar regride espontaneamente, porém pode ser perigosa para crianças menores, idosos, gestantes ou pessoas com imunidade comprometida, pois esses são mais suscetíveis à desidratação que com bastante freqüência ocorre.

Para evitar problemas relacionados à alimentação, as pessoas devem observar, principalmente, como são conservados os alimentos e como estão expostos a agentes deteriorantes, como o calor e a manipulação humana. Não esqueça que a falta de cuidados com a higiene e com o armazenamento de alimentos vendidos nas praias levam à intoxicação.

Confira abaixo algumas dicas para evitar que a intoxicação alimentar estrague as suas férias:
  • Não consumir frios os alimentos que deveriam ser servidos quentes.
  • Dar preferência a frutas e alimentos leves. Não se esqueça de higienizá-los.
  • Preferir os alimentos assados aos fritos, pois o óleo pode ter sido reutilizado muitas vezes.
  • Evitar consumir maionese, pois ela estraga rapidamente se conservada em temperatura inadequada.
  • Evitar sanduíches recheados com frango, a não ser que estejam refrigerados adequadamente. Prefira os recheados com atum ou peito de peru, que são industrializados e mais difíceis de serem contaminados.
  • Consumir frutos do mar apenas se estiverem bem cozidos, evitando ao máximo os vendidos por ambulantes e expostos ao sol.
  • Alimentos expostos ao calor correm o risco de deterioração pelo tempo de armazenamento fora da geladeira.
  • Observar a higiene do ponto de venda, dos utensílios e de quem os prepara, pois dessa maneira é possível minimizar e até eliminar os riscos de contaminação.
Lembre-se de que esses pequenos cuidados com a sua alimentação podem evitar uma intoxicação alimentar que provavelmente estragaria as suas férias. Aproveite-as!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

GOTA

Atendendo a um pedido, irei falar um pouco sobre uma das doenças mais antigas na história de registros médicos: a GOTA.

Essa doença é um distúrbio do metabolismo da purina no qual os níveis anormalmente altos de ácido úrico se acumulam no sangue, podendo ser causado tanto pela sua produção excessiva quanto pela sua eliminação deficiente.

O aumento da concentração de ácido úrico no sangue leva à deposição de cristais principalmente nas articulações (causando inflamação), nos rins (causando cálculos e cólicas renais) e embaixo da pele (formando protuberâncias conhecidas como tofos).

É uma doença que acomete em sua maioria homens após os 35 anos, mas há uma incidência significativa em mulheres após a menopausa.

Além do cuidado médico, através do uso de medicamentos prescritos, o cuidado nutricional também é importante nessa doença.

Existem alguns fatores como a cetose associada ao jejum prolongado e uma dieta de baixo teor de carboidratos que podem levar ao desenvolvimento de uma crise de gota e, assim, devem ser evitados. Além disso, a obesidade também é considerada um fator de risco, devendo ser tratada se estiver presente.

Uma dieta rica em purinas resulta em um aumento da concentração de ácido úrico no sangue e, portanto, alimentos ricos nessas substâncias devem ser evitados. Entretanto, a restrição rígida desses alimentos geralmente é recomendada no estágio agudo da doença, sendo que durante o estágio intermediário das crises, o tratamento dietético visa apenas uma dieta adequada e saudável, sem maiores restrições.

Frutos do mar, miúdos, enlatados, excesso de carne vermelha não devem ser ingeridos quando os níveis de ácido úrico estiverem altos, pois são alimentos ricos em purinas e podem desencadear uma crise.

A ingestão de líquidos deve ser aumentada para auxiliar a excreção de ácido úrico pelos rins e minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais. Deve-se beber água em grande quantidade, devendo a urina estar sempre clara.

O consumo de álcool aumenta a produção de ácido úrico e é considerado um importante fator desencadeador de uma crise de gota. Evite ao máximo!

Retomando, um portador de gota deve seguir as seguintes dicas:
- Evitar ficar muito tempo em jejum.
- Evitar ingerir bebidas alcoólicas.
- Procurar ingerir grande quantidade de líquidos.
- Evitar a ingestão diária de alimentos ricos em purinas.
- Evitar uma dieta com baixo teor de carboidratos.

Lembre-se de que a gota não tem cura e que mantendo uma dieta mais saudável você terá uma melhor qualidade de vida!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estudo revela: quadril e glúteo largos protegem o nosso corpo de doenças

Existem duas formas de composição corporal: a primeira pode ser chamada de “maçã” (onde o depósito de gordura se concentra na região abdominal) e a segunda pode ser chamada de “pêra” (onde o depósito de gordura se concentra na região dos quadris e nádegas).

A distribuição da gordura no nosso corpo é um importante fator de risco para as doenças metabólicas e cardiovasculares, porque a proporção de gordura abdominal para a de gordura nos glúteos e quadris está correlacionada com as doenças associadas à obesidade e com o aumento da mortalidade.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Oxford publicada no último dia 12 na International Journal of Obesity (Revista Internacional de Obesidade) concluiu que a gordura localizada nos quadris e nos glúteos tem um papel positivo para a saúde.

Segundo o estudo, essa característica protege contra as doenças cardiovasculares e metabólicas, estando associada a um perfil protetor de lipídios (colesterol e triglicerídeos) e de glicose.

Uma explicação dada pelos autores é que esse tipo de gordura localizada na região dos glúteos e coxas elimina ácidos graxos prejudiciais e contém um agente antiinflamatório que evita o entupimento das artérias.

De acordo com os pesquisadores, ter pouca gordura ao redor do quadril é um perigo para a saúde, pois está associada com um aumento do risco de doenças metabólicas e cardiovasculares. Da mesma forma, ter gordura extra em torno da cintura também levaria a um risco maior de desenvolvimento de doenças, pois a gordura abdominal não oferece proteção.

Portanto, a gordura que dá ao corpo uma forma de maçã é pior do que a que dá ao corpo forma de pêra.

Entretanto, não esqueça: de acordo com os autores, ter mais gordura ao redor das coxas e do quadril é melhor para a sua saúde se o seu abdômen for magro.

Dessa forma, se você estiver com sobrepeso, obeso ou com um tamanho de cintura maior, é importante fazer mudanças em seu estilo de vida para evitar as doenças metabólicas e cardiovasculares.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Inchaço no verão

O inchaço é a consequência da retenção de líquidos, que pode ser causada por diversos fatores.

Ele pode ocorrer simplesmente devido à gravidade (ficar sentado ou em pé por muito tempo) ou pode ter como origem algo mais sério, como insuficiência renal e cardíaca, hipertensão arterial, problemas hormonais e circulatórios e alterações na tireóide.

Além disso, pode ser uma reação do organismo ao clima muito quente, a remédios como corticóides e a alterações hormonais durante a gravidez ou TPM (tensão pré-menstrual).

Porém, não esqueça que existem outros fatores bastante comuns, e modificáveis, que levam à retenção de líquidos: excesso de peso, sedentarismo e má alimentação.

Atenção, pois reter líquidos não é sinônimo de engordar, na medida em que na retenção não há aumento de tecido adiposo. Da mesma forma, quando se elimina os líquidos desnecessários ao bom funcionamento do organismo, não significa que houve emagrecimento.

Existem alimentos que podem favorecer o inchaço comum nesta época do ano, como os ricos no mineral sódio. O mais conhecido é o sal, então evite salgar a comida em excesso e exclua o saleiro da sua mesa. Os próximos da lista são os embutidos (mortadela, salame, presunto), os enlatados, os queijos muito amarelos e as comidas congeladas e industrializadas.

Em contrapartida, existem alimentos que ajudam na eliminação da água acumulada, chamados de diuréticos. Entre eles estão: chás (mas evite o chá preto), frutas (melão, melancia, limão, abacaxi, ameixa, maçã), verduras e hortaliças (agrião, alface, pepino, tomate).

Além disso, pratique exercício físico regularmente e beba bastante água diariamente. Ambos ajudam na eliminação do excesso de minerais, contribuindo para a diminuição da retenção.

Preste atenção, pois se o seu inchaço for muito recorrente, ele pode ter como origem algo mais sério. Dessa forma, procure um médico.