quinta-feira, 29 de abril de 2010

Anvisa libera cafeína e creatina para atletas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira novas regras para alimentação de atletas, liberando a comercialização de creatina e de cafeína para uso de atletas.

Até então estas substâncias eram usadas apenas como medicamentos, sendo necessária uma receita para comprá-las. Ou a venda era feita irregularmente.

A Anvisa alerta que estes suplementos só devem ser consumidos por atletas profissionais de alto rendimento.

Praticantes de atividade física não necessitam utilizá-los, informa o órgão, já que uma alimentação saudável e balanceada é suficiente para suprir todas as necessidades de quem faz esportes de forma amadora, garantindo um bom desempenho.

A cafeína ajuda a retardar a sensação de fadiga muscular, podendo ser útil para aumentar a resistência em exercícios de longa duração.

Já a creatina é um aminoácido presente nas carnes, aves e peixes, que pode melhorar o desempenho muscular em provas de alta intensidade e curta duração, facilitando a rápida recuperação dos músculos.

A recomendação da Anvisa é que estes suplementos somente devem ser usados com indicação de médico ou de nutricionista, na medida em que quanto a cafeína quanto a creatina podem provocar problemas à saúde quando usados de maneira inadequada.

Especula-se que a creatina possa provocar problemas renais, problemas no fígado e cãibras, além do efeito já comprovado: retenção hídrica. Já a cafeína pode causar arritmia cardíaca, taquicardia, ansiedade e insônia.

Na dúvida, procure ajuda de um profissional capacitado!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Depende de você"


Ao criar o slogan "Depende de você", a missão da Dietary Guidelines Alliance (DGA) foi motivar os consumidores a alterar padrões de atividade, proporcionando a eles uma alimentação adequada, mensagens positivas e simples baseadas nos princípios das diretrizes alimentares.

SEJA REALISTA
Faça pequenas mudanças no decorrer do tempo quanto ao que come e ao nível de atividade física que pratica. Além do mais, pequenos passos funcionam melhor do que grandes saltos.

SEJA AVENTUREIRO
Amplie seus gostos para apreciar uma variedade de alimentos.

SEJA FLEXÍVEL
Vá em frente e equilibre sua alimentação com a atividade física que você pratica. Não precisa se preocupar no caso de deslize em apenas uma refeição ou um dia.

SEJA SENSÍVEL
Aprecie todos os alimentos, só não exagere.

SEJA ATIVO
Ande com o seu cão, não olhe apenas o cão andar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Anemia do esporte

Os atletas tendem a apresentar concentrações de hemoglobina levemente inferiores quando comparados à população em geral.

Tal condição é chamada de anemia do esporte e ocorre quando há diminuição na hemoglobina sanguínea, devido a um aumento do volume plasmático, causando diluição das hemácias em uma concentração maior de líquidos.

Esse tipo de anemia também pode ser chamada de “pseudo-anemia dilucional” e é encontrada principalmente na fase de condicionamento do esporte ou em atletas com treinamento pesado.

O aumento no plasma sanguíneo parece ser uma adaptação benéfica ao exercício aeróbico, não tendo efeito sobre o desempenho do esportista.

Os atletas que apresentam essa “falsa anemia” podem se beneficiar pelo consumo de alimentos ricos em nutrientes e em ferro.

Porém, nenhum atleta deve tomar suplemento de ferro, a menos que seja diagnosticada uma deficiência de ferro verdadeira com base em análises clínicas e nutricionais.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Anemia do leite

A anemia por deficiência de ferro é um dos distúrbios de nutrientes mais comum na infância.

No Brasil, a proporção de anemia em crianças menores de 2 anos situa-se entre 50 a 83,5%. Até os 3 anos de idade, 47,8% das crianças possuem hemoglobina baixa.

Além de ser uma fase de grande crescimento e de existir uma maior necessidade fisiológica de ferro, os fatores dietéticos também desempenham um papel importante para o desenvolvimento de anemia na infância.

A anemia do leite aparece quando a criança continua consumindo grande quantidade de leite, excluindo outros alimentos da sua dieta, mesmo quando já está com idade para alimentar-se com outros alimentos.

Até os seis meses de vida, o aleitamento materno exclusivo supre as necessidades de ferro do bebê, não necessitando de qualquer forma de complemento e de introdução de alimentos sólidos.

Entretanto, as crianças que tomam leite de vaca desde o início de suas vidas apresentam maiores chances de ter anemia, pois o leite de vaca tem pouca quantidade de ferro e este é menos absorvido que o ferro do leite materno.

Durante a infância, é comum as crianças não gostarem de carne, alimento que possui maior quantidade de ferro absorvível. Além disso, elas apresentam apetite irregular e, com frequência, os pais usam o leite como recompensa ou substituição de refeições quando os seus filhos se recusam a comer.

Esse fato deve ser evitado. Quando ele acontece, além da criança não estar ingerindo alimentos ricos em ferro, ainda ocorre a inibição da absorção do mesmo, na medida em que minerais como o fósforo e o cálcio presentes no leite de vaca a inibem.

Anemia na criança é um problema sério, pois pode acarretar em prejuízo no crescimento, no desempenho muscular, no desenvolvimento neurológico e em dificuldade no aprendizado escolar. Fique atento!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Anemia

Anemia é uma condição na qual uma deficiência no tamanho ou número de eritrócitos, ou quantidade de hemoglobina que eles contêm, limita a troca de oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) entre o sangue e as células teciduais.

A anemia pode ter várias causas, mas a maioria delas ocorre por ausência de nutrientes necessários para a formação normal de eritrócitos, sendo chamadas de anemias nutricionais. Entre elas, as mais comuns são por deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.

Nesta postagem, eu irei focar na anemia ferropriva ou por deficiência de ferro, na medida em que se estima ser a responsável por cerca de 90% das anemias.

Este tipo de anemia acomete principalmente crianças menores de cinco anos e mulheres em idade fértil.

Entre os sinais da anemia ferropriva estão: palidez, fadiga, anorexia (falta de apetite), irritabilidade, apatia, diminuição da atenção, dificuldade no aprendizado, prejuízo no crescimento e no desempenho muscular, prejuízo na capacidade de manter a temperatura corporal na exposição ao frio.

As principais causas incluem:
- Ingestão insuficiente de alimentos fontes de ferro.
- Má absorção do ferro ingerido devido a problemas na alimentação, cirurgia gástrica, doença celíaca.
- Hemorragias por doenças gastrointestinais, acidentes traumáticos, cirurgias, fluxo menstrual excessivo, miomas.
- Perdas digestivas devido a parasitoses, úlceras, hemorróidas.
- Estados fisiológicos que apresentam necessidades de ferro aumentadas como gravidez, lactação e infância.

A meta para o tratamento adequado é investigar e compreender o estágio e a causa da anemia, sendo fundamental a avaliação por um profissional capacitado.

Um dos principais pontos na terapia nutricional é conhecer a quantidade de ferro da alimentação absorvível, na medida em que vários fatores influenciam a biodisponibilidade do ferro dietético.

Na dieta, o ferro pode ser encontrado em duas formas: ferro heme (cerca de 15% absorvível) e ferro não heme (varia entre 3 e 8%).

O ferro heme é encontrado nas carnes, peixes e aves e é melhor absorvido do que o ferro não heme, encontrado em ovos, grãos integrais ou enriquecidos, vegetais (principalmente os verdes-escuros e a beterraba) e leguminosas (feijões, ervilha, lentilha).

Saiba que a ingestão de alimentos ricos em vitamina C (abacaxi, acerola, bergamota, kiwi, laranja, limão, maracujá) ou proteínas aumenta a absorção do ferro não heme.

Por outro lado, a absorção do ferro não heme pode ser diminuída por alguns componentes da dieta como os taninos, presentes em chás e cafés, afetando assim a sua biodisponibilidade. Tomadas com as refeições, estas bebidas podem reduzir a absorção de ferro em até 50%.

Procure um médico para descobrir se o seu caso é leve, moderado ou grave e iniciar o tratamento correto. A anemia progressiva, não tratada, pode resultar em alterações cardiovasculares e respiratórias.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Suco de frutas

Indo no embalo da postagem anterior, aproveito para falar sobre o suco de frutas, considerado pelas pessoas tanto um amigo quanto um inimigo da alimentação adequada.

Já ouvi muitas pessoas, inclusive nutricionistas, falarem mal dos sucos de frutas dando preferência a outras bebidas como os refrigerantes.

A principal justificativa usada por elas é que eles possuem uma quantidade considerável de calorias, enquanto que os “refris” podem ser de baixa ou nenhuma caloria.

Engana-se quem pensa dessa forma.

Os sucos naturais, feitos da própria fruta, são considerados ótimas fontes de vitaminas e minerais, fundamentais para o bom funcionamento do nosso organismo. Enquanto que os refrigerantes possuem as chamadas “calorias vazias”, por não apresentarem nenhum benefício.

Porém, como todos os alimentos, os sucos também devem ser variados e ingeridos com moderação. Lembre-se que a melhor forma de matar a sua sede e manter o seu corpo hidratado é bebendo água.

Apesar de serem muito nutritivos, os sucos podem fornecer grande quantidade de calorias se ingeridos em excesso. Para as pessoas que estão em processo de emagrecimento, uma boa dica é escolher os sucos menos calóricos: limão, morango, melancia, melão, abacaxi.

Não deixe as frutas inteiras de lado, pois os sucos praticamente não possuem fibras. Dessa forma, um copo de suco sacia muito menos que a ingestão de uma fruta in natura. Não os coe para que não percam ainda mais fibras.

Um erro bastante comum é as pessoas adicionarem açúcar ou adoçante aos sucos. Saiba que todas as frutas já possuem o seu açúcar natural, chamado de frutose. Acostume-se com o sabor da própria fruta ou escolha frutas mais maduras ou da época (normalmente, são mais doces).

Muitas pessoas me perguntam sobre qual o tipo de suco ideal.

Saiba que a melhor opção sempre será o suco natural, preferencialmente feito na hora para maior conservação de algumas vitaminas.

Os sucos em polpa ficam em segundo lugar, pois são a própria polpa da fruta congelada e embalada. Prefira as opções sem açúcar.

Em terceiro lugar, estão os sucos de caixa, também chamados de bebida de fruta ou refresco de fruta. Esse tipo é o que possui menor concentração de fruta, por ser misturado à água. Normalmente são adicionados corantes artificiais e açúcar, então leia os ingredientes nas embalagens e opte pelo mais natural possível.

Em último lugar, estão os sucos em pó. Além de conter uma quantidade mínima de fruta, são ricos em açúcar e produtos químicos que dão cor, sabor e aroma. Evite-os.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Porto Alegre é a capital do refri"

Esse foi o título de uma reportagem do jornal Zero Hora de hoje.

E continua: "Por mais inusitado que possa parecer, o refrigerante ameaça roubar do chimarrão o posto de bebida mais consumida pelo morador de Porto Alegre".

Essa conclusão ocorreu a partir dos dados, divulgados ontem, de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sobre hábitos alimentares e atividade física dos brasileiros.

O estudo revelou que 39% dos adultos bebem refrigerante pelo menos cinco dias por semana, sendo o maior percentual encontrado entre as capitais do Brasil. Em 2006, esse valor era de 16,6%.

Além desse dado, a pesquisa revelou que as quantidades de frutas, legumes e verduras consumidas cinco ou mais dias na semana foram reduzidas nos últimos 3 anos: caiu de 41,1% para 37,5%.

Porto Alegre ganhou também o primeiro lugar entre as capitais em que menos pessoas se exercitam nos períodos de lazer. Apenas 14,6% dos adultos porto-alegrenses praticam exercícios físicos durante 30 minutos por dia pelo menos cinco vezes por semana.

Esses dados são bastante preocupantes, na medida em que se sabe que o aumento do consumo de refrigerante (rico em aditivos químicos, açúcar, sódio e substâncias artificiais), a diminuição da ingestão de frutas, legumes e verduras (ricos em vitaminas, minerais e fibras) e o aumento do sedentarismo possuem relação direta com sobrepeso e obesidade.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia Mundial da Saúde

Hoje é o dia mundial da saúde.

O tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a campanha foi "1000 cidades, 1000 vidas" e serão organizados eventos em todo o mundo, convidando as cidades a disponibilizar espaços para atividades de saúde.

Para a comemoração deste ano, serão destacados os efeitos da urbanização sobre a saúde coletiva e individual, na medida em que metade da população do planeta vive atualmente em cidades.

Em seu discurso, o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU) lembrou que as ameaças à saúde são múltiplas: "saneamento e recolha de desperdícios inadequados, poluição causada pela indústria e circulação, doenças infecciosas que se propagam devido às condições de miséria e de superpovoamento, elevadas taxas de tabagismo, falta de exercício físico, dietas alimentares pouco saudáveis, crime, violência e uso de substâncias nocivas".

A partir disso, percebe-se que a definição de saúde é bastante ampla. Antigamente, o significado de saúde era simplesmente a ausência de doenças. Hoje, se sabe que falar em saúde é percorrer um caminho ilimitado.

Há 62 anos, no dia 7 de abril, a OMS divulgou a carta de princípios que continha a definição de saúde como “o estado do mais completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de enfermidade”.

Ao longo desses anos, o conceito foi ampliando e pode-se dizer que os cuidados primários de saúde devem incluir pelo menos: educação em saúde, nutrição adequada, saneamento básico, cuidados materno-infantis, planejamento familiar, imunizações, prevenção e controle de doenças endêmicas, fornecimento de medicamentos essenciais.

Assim, pode-se considerar a saúde como um estado positivo que deve ser promovido, buscado, cultivado e aperfeiçoado.

Vamos atrás da nossa!